A partir de 4 de julho, governador de Goiás não poderá participar de inaugurações e entregas de obras; desafio será manter capital político sem exposição institucional
O governador de Goiás, Daniel Vilela (MDB), tem apenas mais dois dias para participar de inaugurações, entregas de obras e agendas públicas com forte apelo institucional antes de ser alcançado pelas restrições impostas pelo calendário eleitoral. A partir de 4 de julho, na condição de pré-candidato ao governo, Daniel ficará impedido de comparecer a inaugurações de obras públicas, o que impõe ao Palácio das Esmeraldas uma mudança estratégica na forma de conduzir a exposição da gestão.
A restrição está prevista no artigo 77 da Lei das Eleições. Segundo o advogado eleitoral José Caio Vaz, a regra vale para qualquer candidato que dispute o pleito. “Nos três meses que antecedem o pleito, é proibido a qualquer candidato comparecer à inauguração de obras públicas. A infração dessa norma sujeita o infrator à cassação do registro ou do diploma, bem como à inelegibilidade”, afirmou.
Embora o impedimento seja objetivo do ponto de vista legal, seus efeitos políticos tendem a ser mais complexos. Desde que assumiu o governo, Daniel Vilela construiu parte importante de sua presença pública a partir de agendas no interior, anúncios de investimentos, visitas institucionais e entregas de obras — ações que, além de administrativas, reforçaram sua imagem como gestor em movimento.



