Ex-governador de Goiás afirma confiar nas urnas eletrônicas e defende observadores internacionais, mas rejeita qualquer interferência estrangeira no processo eleitoral
O ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD), afirmou neste sábado (25) que considera “inadmissível” qualquer tentativa de um país estrangeiro colocar em dúvida a lisura das eleições brasileiras. A declaração foi publicada na rede social X após o governo brasileiro negar o visto de entrada a dois integrantes do Departamento de Estado dos Estados Unidos que pretendiam viajar ao Brasil. Segundo reportagem do The Washington Post, a missão teria como objetivo discutir a integridade do sistema eleitoral brasileiro.
Na publicação, Caiado disse confiar no sistema eletrônico de votação e ressaltou que nunca se opôs à presença de observadores internacionais durante as eleições. No entanto, afirmou que a atuação de governos estrangeiros para levantar dúvidas sobre o processo eleitoral brasileiro não é aceitável.
“Primeiramente, eu confio nas urnas eleitorais do Brasil. Também sempre concordei que cada eleição tivesse a presença de observadores de diferentes países, tantos quantos quisessem acompanhar o processo eleitoral brasileiro. Mas considero inadmissível qualquer país, incluindo os EUA, querer colocar em dúvida a lisura e os resultados das nossas eleições”, escreveu.
Primeiramente, eu confio nas urnas eleitorais do Brasil. Também sempre concordei que cada eleição tivesse a presença de observadores de diferentes países, tantos quantos quisessem acompanhar o processo eleitoral brasileiro. Mas considero inadmissível qualquer país, incluindo os… — Ronaldo Caiado (@ronaldocaiado) July 25, 2026
Missão dos EUA teve visto negado
A manifestação ocorreu um dia após o Ministério das Relações Exteriores negar o visto aos dois representantes norte-americanos. Conforme informações divulgadas pelo The Washington Post e confirmadas por autoridades brasileiras, a delegação seria formada por Riley M. Barnes, secretário assistente do Departamento de Estado, e Samuel D. Samson, subsecretário assistente da mesma pasta.
Segundo a reportagem, os dois viajariam a Brasília para reuniões relacionadas ao processo eleitoral. Já integrantes do governo brasileiro avaliaram que a visita poderia ser interpretada como uma tentativa de lançar dúvidas sobre a confiabilidade das urnas eletrônicas.
Após a repercussão, o Departamento de Estado dos Estados Unidos negou que a viagem tivesse o objetivo de interferir nas eleições brasileiras. Em nota, o governo norte-americano classificou essa interpretação como uma “mentira infundada” e afirmou que se tratava de uma visita de rotina.



